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Os Judeus Foram Nossos Avós

Certamente, os judeus foram os avós de grande parte dos brasileiros, como também, os africanos, índios, portugueses e espanhóis. Portugueses e Espanhóis chegaram ao Brasil logo depois da descoberta, já convertidos, mas, judaizantes. Esse fato é comprovado nos documentos do Santo Ofício. Foram muitos judeus convertidos que vieram, tantos que povoaram o país com seus descendentes.

Judaizavam sim, embora de um modo um tanto diferente, pois tinham de ocultar o fato e também não tinham rabinos e nem contato com judeus de outros lugares. Existe uma diferença entre o Cristão Novo e o Marrano.O Cristão Novo com o tempo esqueceu sua origem e já não lembrava a razão nem a origem de suas práticas que eram visivelmente judaicas. Os Marranos guardaram em seus lares muito às escondidas a prática do judaísmo, foram uma minoria judaica plenamente consciente mesmo sendo oculta.
Nossa pesquisa não visa diretamente o assunto religião. Visa a genealogia do brasileiro de modo geral descendente de judeus, Cristãos Novos e Marranos, que ao correr do tempo além da conversão tomaram-se assimilados totalmente. Acontecia que, desde o descobrimento até o final da Inquisição, os judeus não podiam e não eram identificados como judeus, eram Cristãos Novos. Primeiramente os judeus foram expulsos da Espanha em 1492, e fugiram para Portugal. Logo, foram obrigadas as conversões por ordem do Rei Dom Manoel, conversão para todos os judeus ao catolicismo.

No Brasil a povoação mais antiga de Cristãos Novos que se conhece pela história foi São Vicente. Estes judeus foram os primeiros componentes da população branca no Brasil.
Os primeiros navios que aqui chegavam traziam na grande maioria judeus e degredados.
Com o crescimento do cristianismo e junto com ele a idéia de que o povo judeu rejeitou e matou Jesus, começaram as perseguições na Península Ibérica provocando a dispersão dos judeus pelo mundo. Chegaram os judeus a Espanha e Portugal entre os anos de 900 e 1200 da era atual. Iniciaram então a difusão de sua cultura. Salomão Ibn Gabirol, Hasdai ibn Shaprut, Abraão ben Ezra, Maiamónides e muitos, outros foram os grandes sábios da época. Naquele tempo, só os nobres sabiam ler e escrever o que também era praticado nos mosteiros. Ler e escrever eram coisa de uma pequena minoria em geral constituída por judeus. Os judeus eruditos ocupavam cargos elevados e isso aborrecia os cristãos locais, que, os julgavam assassinos de Cristo. Os judeus estavam em evidência na medicina, economia finanças, literatura, astronomia, cartografia e outras ciências.

O Bispo de Lisboa, Dom Soeiro sentiu-se incomodado com o fato e enviou ao Papa uma denúncia do que ocorria, era o Papa Gregório IX no ano de 1227 a 1241.
Dizia o documento do Bispo: ...Na diocese de Lisboa as funções públicas são dadas de preferência aos judeus, com opróbrio dos cristãos e com escândalo de muita gente.
O caso do judeu tomar-se mais culto ou mesmo desenvolver melhor sua inteligência pode até ser atribuído à discriminação. Os judeus perseguidos, discriminados assassinados durante milênio, viram-se obrigados a uma espécie de seleção cultural e a um continuo trabalho de habilidade mental para sobreviver. A diferença de caráter religioso os colocava em situação difícil onde quer que estivessem. Eram obrigados a fingir para não serem discriminados, e de certa forma tormaram-se um povo separado. O judeu convertido à força em Portugal foi chamado Cristão Novo, pois o Cristão que não tinha raízes judaicas era o velho. Essa divisão não serviu para muita coisa visto que, o convertido continuava judeu para os Cristãos Velhos e traidor para o seu povo. A expulsão dos judeus da Espanha começou em 1391. A cronologia histórica mostra os fatos e datas.
1478 - A Rainha Isabel pede ao Papa a instalação da Inquisição o pedido foi atendido.
1481- Instala-se o Santo Ofício em Sevilha. Para Começar as primeiras vítimas são os judeus Hereges assassinos de Cristo.

1483 - É dado ao Frei Tomaz de Torquemada o titulo e o poder de Inquisidor geral.
1484 - Tomaz de Torquemada, oficialmente as leis que iriam reger as ações do Tribunal do Santo Ofício e que vigoraram por muitos anos. 1487-O Santo Ofício é instalado em Barcelona.  1492 - Época do descobrimento da América é assinado o Decreto de Expulsão dos judeus de Castela, Aragão e Carde a em 31 de março.
02 de agosto - Último dia dado para a permanência dos judeus em Aragão e Castela.
03 de agosto - coincidência evidente da data da partida de Cristóvão Colombo.
Note-se que muitos dos que apoiaram Colombo eram judeus bem como muitos dos seus Tripulantes, recentemente conversos.
A família Abravanel e outras famílias judias ricas contribuíram Financeiramente de maneira significativa para a viagem de Colombo. Sabe-se que o apoio e o dinheiro dado a Colombo pelo rei da Espanha não era suficiente para cobrir o empreendimento.12 de outubro - Colombo chega ao Novo Continente. 1497- Expulsão dos Judeus de Portugal, conversão forçada. Então diante dos acontecimentos surge uma grande interrogação ainda sem resposta: - A viagem de Colombo teria sido uma espécie de fuga, uma maneira de salvar vidas judaicas, ou uma aventura consciente visando o descobrimento de novas terras? Seus cartógrafos e navegadores eram judeus na maioria e conheciam bem as rotas marinhas e arte de traçar mapas. Colombo que hoje alguns historiadores apontam como sendo de origem judaica, teria Vindo somente em busca de terras ou também por causa mais secreta, um judaísmo oculto nas escalas de sua viagem? Depois veio a descoberta do Brasil e os judeus chegaram já com nomes portugueses. Com referência aos nossos avôs judeus, embora não haja uma estatística exata afirmam os historiadores que de cada três portugueses que chegaram logo após o descobrimento um era judeu. Podemos citar alguns dos primeiros, Gaspar da Gama que veio com Cabral, Caramun. João Ramalho, Francisco Chaves, Fernando de Noronha todos Cristãos Novos
Também vieram nos primeiros anos os Rodrigues, Álvares, Mendes, Miranda, Dias, Gemes, Pereira, Nunes, Oliveira, Antunes, Pinto, Fonseca, Coelho e tantos de ascendência judaica, dando inicio à população nordestina do Brasil e que se assimilaram unindo-se aos Cristãos Velhos.
Existem ainda hoje na população do Norte brasileiro, costumes que um observador atento reconhece logo como hábitos antigos judaicos. Também existem nomes dados aos Cristãos Novos e são nomes e sobrenomes que constituem um estudo fascinante sobre origem dos Cristãos Novos. É difícil uma identificação positiva. Citamos como exemplo Lucena usado como sobrenome. No século XIV os judeus não usaram nomes hebraicos ou sobrenomes que os distinguissem das demais pessoas. Existe uma lista de nomes e sobrenomes dos anos de 1293 até 1383, feita por Maria José Pimenta Ferro. Contém 63 nomes de judeus e suas profissões. Destes 52 tem pré-nomes do Velho Testamento. Esta lista foi publicada em 1984.  A partir de 1497 os judeus convertidos não tinham nomes do Velho Testamento como, Manuel, João, Simão, Pedro, Felipe, Isabel, Ana, José, Mateus, Maria e outros.
A população branca do Nordeste brasileiro apresenta o maior índice de nomes hebraicos, e eram de Cristãos que tiveram pequeno número de ascendentes negros ou indígenas. O fato é explicado pela ascendência portuguesa na maior parte de judeus e Cristãos Novos.

Quando os sobrenomes são apontados na Catalunhia os Duram.
Em Portugal, Franco, Amigo, Querido, Dormido, Calado, Gatão, Rico, Vizinho, Negro, Preto, Gago, Dourado, Crespo, Crescente, Caldeirão e Amador. Todos estes nomes constam nos livros da Chancelaria por serviços prestados a Coroa.
Também, Toledano, Navarro, de Leão, Francês, Lucena, Medina, Galego, Sarfate, Barcelone, Saragosse, Servilhano, Catalão e Cuellar. Existem também os declaradamente judaicos.

Cohen, Ben, Atar, Abe, Gaday e Guedelha que se transformou em Gadelha, Benara, Benaro,DaiameAbravanel. A Série de nomes é muita extensa não podemos citar todos. Estas primeiras listas foram colhidas em escritos do historiador Alberto Dines.
Iria Gonçalves relaciona alguns do século XV.Alencar, Alcaçovas, Arfandarim, Alvarinho, Maqueiro, Reino, Bolhos, Cachiche, Catalão, FAZÃO Franco, Gabai, [abranda, Leiria, Ludel, Montenor, Namías, Navarro, Palacano, Pardo, Pinto, Polegar, Pratas, Rafria, Romão, Romeiro! Ruivo, Somaria, Samarigo, Trafão, Vaca, (alencin, Xavi, Zaboca e Zemeiro.
Nos documentos da inquisição encontramos entre os condenados mais freqüentes os seguintes:

Rodrigues...453 pessoas; Nunes.......229 pessoas; Mendes......224 pessoas; Lopes.......282 pessoas; Miranda.....190 pessoas; Gemes.......184 pessoas; Henriques...174 pessoas; Costa.......138 pessoas; Fernandes...132 pessoas; Pereira.....124 pessoas; Dias........124 pessoas. Existem outros menos citados: Mesquita, Paz,  Fonseca, Maia, Uchóa, Rego, Bravo, Barros e Sanchez. Supõe-se que Abreu seja uma variante de hebreu, Brito de Brit Millá, Barros de Baruch e Santos  de Shem Tov. No nordeste viveram os Almeida. os Albuquerque e Dutra na Paraíba.
Os Oliveira, os Batistas, Santos, Azevedo e Cunha, também chegaram ao Nordeste brasileiro nos primeiros tempos do descobrimento. Em Pernambuco viveram os de Sá descendentes de Duarte de Sá, e os Souza viveram do Ceará em Canindé em Riacho de Sangue. A família Pitangueira viveu em Pernambuco e Figueira Valadares na Bahia.
Não é nessa meta nomear todos os Cristãos Novos que povoaram o Brasil.
Citamos apenas alguns nomes e sobrenomes que ainda existem em quantidade nas famílias brasileiras.

Rabino Baruch há Shem.

 
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